Heráldica
Histórica
Por
Leonardo Perin
Quando
a pintura dos escudos dos guerreiros começou a ser registrada
dentro de longos documentos em pergaminho chamados de “Rolos de
Armas” ou “aide-memoires”, heraldistas criaram regras
rígidas para padronizar esses registros.
Abaixo você encontrará diversas características
dos Brasões.
Abatimentos
Posto que uma outorga de armas não poderia ser facilmente revogada,
o abatimento era então usado. A adição ou mudança
de caracteres ao brasão simbolizava um ato vergonhoso ou criminoso.
O abatimento mais usado era o de traição, geralmente usado
na condução e execução do cavalheiro acusado.
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Jactância
ou ostentação de algo que nunca fez |
Covardia |
Deserção
ou Abandono do Rei na Batalha |
Embriaguez |
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Matando
Prisioneiro sem causa |
Luxúria,
Adultério |
Mentindo
para seu comandante |
Fugir
de um desafio ou duelo |
Cadência
Quando ramos de uma família, ou mesmo dois cavalheiros possuíam
dois brasões iguais, eles precisavam criar algo que os distinguisse
para evitar confusão. Para fazer isto, os heraldistas faziam
mudanças nas armas para distinguir as diferentes partes. Similarmente,
os filhos dos portadores dos brasões, por ordem de nascimento,
marcavam seus brasões pessoais para distinguir dos de seus pais.
As marcas de Cadência dos primeiros nove filhos são
as seguintes:
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Lambel |
Crescente |
Mullet |
Merleta |
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Anel |
Fleur
de Lis |
Rosa |
Cruz
de Avis |
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Trevo de Quatro-Folhas
Duplo |
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Peças
de Honra
Acredita-se que as peças de honra tenham surgido com os broches,
fivelas e braçadeiras dos escudos. Eles normalmente ocupam cerca
de 1/3 da superfície do escudo.
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Banda |
Contrabanda |
Cabria |
Chefe |
Cruz |
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Faixa |
Pala |
Mantel |
Quartel |
Aspa |
Peças
de segunda ordem
Esta é a categoria genérica de Peças que contém
aquelas que não se enquadram nem no grupo de Peças de
Honra nem no de Peças de Diminuição. As peças
de segunda ordem cobrem cerca de 1/5 do brasão. Algumas das Peças
de Segunda ordem serão descritas a seguir:
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Faixa |
Cantão |
Bordura
ou
Bordadura |
Mantel
ou
Pérgula |
Linhas
de Partição
As linhas usadas para repartir os escudos recebem nomes específicos.
Se essas linhas forem usadas para simplesmente dividir um escudo, ela
é proclamada “partida de” então o nome da
divisão. Se ela é o próprio distintivo então
ela é chamada de peça.
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Faixas
partidas de Bandas |
Faixas
Partidas de Contrabandas |
Em
Faixas |
Em
Bandas |
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Em
Contrabandas |
Xadrez |
Cabriado |
Losangos |
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Palas
partidas de Banda |
Em
Palas |
Fendido |
Talhado |
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Partido
em Cabria |
Esquartelado |
Cortado |
Em
Girão |
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Gironado |
Partido |
Terciado
em Mantel |
Franchado |
Subpartições
ou Quarteis
Acadêmicos não concordam entre si a respeito da divisão
entre Peças e Quarteis. Alguns dizem que os quartéis devem
usar menos que 1/5 da área do escudo. Indiferentemente das qualificações
disputadas, muitas autoridades em heráldica aceitam que os seguintes
itens possam ser consideradas quartéis.
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Bilhete |
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Xadrez |
Flancos |
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Entrelaçamento |
Fuzil |
Gota |
Girão |
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Escudo |
Losango |
Orla |
Insígnia |
Esmaltes
Os Brasões são representados por três principais
tipos de esmaltes. Cores, Metais e Peles. Esses esmaltes são
usados para descrever todos os elementos pintados no Brasão de
Armas, embora a cor real do esmalte seja pintada no brasão. Esta
é uma tradição que continua desde o tempo dos heraldistas
medievais, quando eles tinham que misturar tintas manualmente, assim
era impossível dois heraldistas fazerem cores iguais.
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Argent |
Azurre |
Escudo
Genérico |
Goles |
Or |
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Púrpura |
Sable |
Sanguinho |
Tenné |
Vert |
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BIBLIOGRAFIA
ANÔNIMO, The Manual of Heraldry; Fifth Edition. Being a Concise
Description of the Several Terms Used, and Containing a Dictionary of
Every Designation in the Science. London: Winsor and Newton, 1863.
BASCAPÈ, Giacomo e Marcello del Piazzo. Insegne e Simboli: Araldica
pubblica e privata medievale e moderna. Roma: 1983.
GUELFI CAMAJANI, Piero. Dizionario Araldico. Milano: 1940. Reprint Arnaldo
Forni, 1978.
SID, Secretaria de Imprensa e Divulgação da Presidência
da República. Brasões e Símbolos Nacionais. Editora
Gráfica Brasiliana. Brasília. 1986.