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Hoje é Domingo, 05 de Setembro de 2010.
26 Elul, 5770.

Heráldica Histórica
Por Leonardo Perin

Quando a pintura dos escudos dos guerreiros começou a ser registrada dentro de longos documentos em pergaminho chamados de “Rolos de Armas” ou “aide-memoires”, heraldistas criaram regras rígidas para padronizar esses registros.
Abaixo você encontrará diversas características dos Brasões.

Abatimentos
Posto que uma outorga de armas não poderia ser facilmente revogada, o abatimento era então usado. A adição ou mudança de caracteres ao brasão simbolizava um ato vergonhoso ou criminoso. O abatimento mais usado era o de traição, geralmente usado na condução e execução do cavalheiro acusado.

Jactância ou ostentação de algo que nunca fez
Covardia
Deserção ou Abandono do Rei na Batalha
Embriaguez
Matando Prisioneiro sem causa
Luxúria, Adultério
Mentindo para seu comandante
Fugir de um desafio ou duelo

 

Cadência
Quando ramos de uma família, ou mesmo dois cavalheiros possuíam dois brasões iguais, eles precisavam criar algo que os distinguisse para evitar confusão. Para fazer isto, os heraldistas faziam mudanças nas armas para distinguir as diferentes partes. Similarmente, os filhos dos portadores dos brasões, por ordem de nascimento, marcavam seus brasões pessoais para distinguir dos de seus pais.
As marcas de Cadência dos primeiros nove filhos são as seguintes:

Lambel
Crescente
Mullet
Merleta
Anel
Fleur de Lis
Rosa
Cruz de Avis
Trevo de Quatro-Folhas Duplo

Peças de Honra
Acredita-se que as peças de honra tenham surgido com os broches, fivelas e braçadeiras dos escudos. Eles normalmente ocupam cerca de 1/3 da superfície do escudo.

Banda
Contrabanda
Cabria
Chefe
Cruz
Faixa
Pala
Mantel
Quartel
Aspa

Peças de segunda ordem
Esta é a categoria genérica de Peças que contém aquelas que não se enquadram nem no grupo de Peças de Honra nem no de Peças de Diminuição. As peças de segunda ordem cobrem cerca de 1/5 do brasão. Algumas das Peças de Segunda ordem serão descritas a seguir:

Faixa
Cantão
Bordura ou
Bordadura
Mantel ou
Pérgula

Linhas de Partição
As linhas usadas para repartir os escudos recebem nomes específicos. Se essas linhas forem usadas para simplesmente dividir um escudo, ela é proclamada “partida de” então o nome da divisão. Se ela é o próprio distintivo então ela é chamada de peça.

Faixas partidas de Bandas
Faixas Partidas de Contrabandas
Em Faixas
Em Bandas
Em Contrabandas
Xadrez
Cabriado
Losangos
Palas partidas de Banda
Em Palas
Fendido
Talhado
Partido em Cabria
Esquartelado
Cortado
Em Girão
Gironado
Partido
Terciado em Mantel
Franchado

Subpartições ou Quarteis
Acadêmicos não concordam entre si a respeito da divisão entre Peças e Quarteis. Alguns dizem que os quartéis devem usar menos que 1/5 da área do escudo. Indiferentemente das qualificações disputadas, muitas autoridades em heráldica aceitam que os seguintes itens possam ser consideradas quartéis.

Bilhete

Bordadura ou
Bordura

Xadrez
Flancos
Entrelaçamento
Fuzil
Gota
Girão
Escudo
Losango
Orla
Insígnia

Esmaltes
Os Brasões são representados por três principais tipos de esmaltes. Cores, Metais e Peles. Esses esmaltes são usados para descrever todos os elementos pintados no Brasão de Armas, embora a cor real do esmalte seja pintada no brasão. Esta é uma tradição que continua desde o tempo dos heraldistas medievais, quando eles tinham que misturar tintas manualmente, assim era impossível dois heraldistas fazerem cores iguais.

Argent
Azurre
Escudo
Genérico
Goles
Or
Púrpura
Sable
Sanguinho
Tenné
Vert

 

Peles

Arminho
Veiro

 

BIBLIOGRAFIA
ANÔNIMO, The Manual of Heraldry; Fifth Edition. Being a Concise Description of the Several Terms Used, and Containing a Dictionary of Every Designation in the Science. London: Winsor and Newton, 1863.
BASCAPÈ, Giacomo e Marcello del Piazzo. Insegne e Simboli: Araldica pubblica e privata medievale e moderna. Roma: 1983.
GUELFI CAMAJANI, Piero. Dizionario Araldico. Milano: 1940. Reprint Arnaldo Forni, 1978.
SID, Secretaria de Imprensa e Divulgação da Presidência da República. Brasões e Símbolos Nacionais. Editora Gráfica Brasiliana. Brasília. 1986.