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Hoje é Domingo, 05 de Setembro de 2010.
26 Elul, 5770.

Vier letzte Lieder.
Quatro últimas canções.

Tradução: Leonardo Perin

 
1. Frühling
Herman Hesse

In dämmrigen Grüften
träumte ich lang
von deinen Bäumen und blauen Lüften,
von deinem Duft und Vogelsang.

Nun liegst du erschlossen
in Gleiß und Zier,
von Licht übergossen
wie ein Wunder vor mir.


Du kennest mich wieder,
du lockest mich zart,
es zittert durch all meine Glieder
deine selige Gegenwart!

Primavera

Em paucíloquos precipícios
sonhei incontáveis tempos
com seus olores e epnícios.
com suas árvores e azuis firmamentos.

Eis aqui você replenada
de resplandores icásticos
de luzes inundada
ante mim, momentos mágicos.

você me reconhece novamente.
você me acena com tendreza.
meus membros fremem ferozmente
ao ver sua astreada beleza!

2. September

Hermann Hesse

Der Garten trauert,
kühl sinkt in die Blumen der Regen.
Der Sommer schauert
still seinem Ende entgegen.

Golden tropft Blatt um Blatt
nieder vom hohen Akazienbaum.
Sommer lächelt erstaunt und matt
in den sterbenden Gartentraum.

Lange noch bei den Rosen
bleibt er stehen, sehnt sich nach Ruh.
Langsam tut er die (grossen)
müdgewordnen Augen zu.

Setembro


Está de luto o jardim
Em frias gotas cai a chuva sobre as flores.
aproximando-se de seu fim
O verão estremece em estertores.

folha após folha, doiradas
da alta Acácia despencadas.
O verão sorri, surpreso e displicente,
no jardim, em seu sonho morrente.

Muito tempo ainda junto às rosas
ele se detém, aspirando à dulcificação
Calmamente ele cerra seus (grandes)
olhos entregando-os à lassidão.

3 .Beim Schlafengehen
Herman Hesse

Nun der Tag mich müd gemacht,
soll mein sehnliches Verlangen
freundlich die gestirnte Nacht
wie ein müdes Kind empfangen.

Hände, laßt von allem Tun,
Stirn, vergiß du alles Denken,
alle meine Sinne nun
wollen sich in Schlummer senken.

Und die Seele unbewacht
will in freien Flügen schweben,
um im Zauberkreis der Nacht
tief und tausendfach zu leben.

Indo Dormir

Agora que o dia me deixou cansado,
toda minha dileta esperança seria
gentilmente aceita pelo céu estrelado
como à uma criança fatigada faria.

Mãos, suas atividades irão cessar.
Cabeça, esqueçe todo o pensamento.
todos os sentidos neste momento
dentro do sono irão mergulhar.

Desatenta, Minha Alma,
por livres ventos irá flutuar
no círculo encantado da noite calma
de forma mil vezes mais profunda viverá .

4. Im Abendrot
Joseph von Eichendorff

Wir sind durch Not und Freude
Gegangen Hand in Hand:
Vom Wandern ruhen wir beide
Nun überm stillen Land.

Rings sich die Täler neigen,
Es dunkelt schon die Luft,
Zwei Lerchen nur noch steigen
Nachträumend in den Duft.

Tritt her und laß sie schwirren,
Bald ist es Schlafenszeit,
Daß wir uns nicht verirren
In dieser Einsamkeit.

O weiter, stiller Friede!
So tief im Abendrot,
Wie sind wir wandermüde -
Ist dies etwa der Tod?

No Crepúsculo

Estivemos entre alegrias e sofrimento
Juntos, de mãos dadas.
Na Terra silenciosa descansamos no momento
cansados das jornadas

Ao nosso redor os vales se inclinam
o Ar já se escurece ameaçadoramente
ao vôo duas cotovias se sublimam
sobre a névoa, sonhadoramente.

Venhas aqui e que elas cantem permitais
Pois de dormir já é hora
Não queremos nos perder nos umbrais
da imensa solidão que nos devora.

Oh vasta e silenciosa Paz
No rubro crepuscular tão forte
Tal cansaço que este caminhar nos traz...
Será isto por acaso a morte?