Kit de Construção
de Línguas
Este conjunto de páginas web é dirigido a qualquer
um que queira criar línguas artificiais-- para um mundo extraterrestre
ou de fantasia, como um hobby, como uma interlíngua. Aqui se apresentam,
lingüisticamente, métodos sonoros para criar línguas naturais-- que
podem ser revertidos para criar línguas não-naturais. Também se sugerem
leituras para os que queiram saber mais, e atalhos para os que querem
saber menos.
Acima está um exemplo de uma língua artificial minha,
o Verduriano. Se você está curioso, isso se lê "
itelán mu cum pén vea
en er mësan so Sannam", querendo dizer
"Vai adiante e em paz ao amor, e serve ao Senhor." O
acentuado soa como th no inglês
then; as vogais devem ser pronunciadas mais ou menos como em
português.
Antes de escrever essa pequena inscrição eu tive de:
- Decidir os sons da língua;
- Criar um léxico;
- Criar a gramática;
- Designar um alfabeto;
- Decidir como o alfabeto é modificado para a letra manuscrita;
- Traduzir o texto desejado.
Você pode ter duas reações em face
disso:
- "Legal! Eu quero fazer isso!"
- "Que babaca você deve ser. Vá fazer algo de útil!"
A ordem dos passos acima é significante. Trabalhar
de trás para a frente (por exemplo, criar um texto e depois elaborar
uma gramática que se encaixe) levará a um trabalho inconsistente, se
não incoerente. Um mau exemplo é o Syldaviano de Hergé; como ele basicamente
o fez em pedaços, conforme era preciso, é impossível criar uma fonologia
ou morfologia consistentes para a língua, baseando-se nas raspas conseguidas
nos livros do Tintim.
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Línguas naturais e não-naturais
Modelos não-ocidentais (ou, ao menos, não-portugueses)
Tipos de consoantes
Inventando consoantes
Vogais
Acento tônico
Tom
Restrições fonológicas
Bocas alienígenas
Ortografia
Um exemplo
Diacríticos
Sistemas de escrita mais fantasiosos
Quantas palavras são necessárias?
Línguas estranhas ou a priori
Alguns empréstimos um pouco perceptíveis
Línguas baseadas em línguas existentes
Simbolismo sonoro
Algumas dicas para não reinventar o vocabulário português
A sua língua flexiona, aglutina ou isola?
Ela possui substantivos, verbos e adjetivos?
Como se indica plural, caso e gênero dos adjetivos e substantivos?
Os substantivos possuem gênero?
O verbo se flexiona em pessoa, gênero e/ou número?
Que distinções são feitas no verbo?
Quais são os pronomes pessoais?
Quais são os outros pronomes?
Quais são os números?
Como são os adjetivos?
Há artigos (um, uma, uns, umas/o, a, os, as)?
Em que ordem os vários componentes de uma expressão nominal
aparecem?
Em que ordem os vários componentes de uma frase aparecem?
Como se forma uma oração adjetiva (o homem que...)?
Como se formam perguntas de sim e não?
Como se formam outras perguntas?
Como se nega uma frase?
Como são as conjunções?
Polidez
Poesia
Como se fazem?
Dialetos
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Para onde vou a partir daqui?
Eu recebo muitos e-mails dizendo "Ok, mas como exatamente
eu faço isso?" Eu os aconselho a ler o Kit de novo, e a trabalhar na
língua conforme a seqüência, seção por seção, ou seja, criar uma fonologia,
estabelecer restrições fonológicas, trabalhar nos substantivos, verbos,
etc., terminando com orações complexas. Não tenha medo de voltar e revisar.
Não procure atalhos; se você não gostar do processo de criar
uma língua, este pode não ser o hobby para você.
Tudo o que você poderia querer saber sobre o Verduriano está na web; a informação
sobre línguas é apenas parte dessa enciclopédia de vida almeana, Verdúria Virtual. Você pode encontrar
outra das minhas línguas inventadas, o Wede:i, mais digestível. Eu acho
que o Kebreni é a minha
favorita, entretanto.
Jeffrey Henning escreve e posta mensagens regularmente
sobre o processo de criação de línguas modelo, e revê um bom número
de projetos. Confira.
Rick Harrison tem uma
página elegante com uma conlang respeitável, o Vorlin,
e uma renúncia aos IALs que IALadores vão dispensar, por sua própria
conta e risco. Os esperantistas não vão gostar da crítica do Esperanto por
Justin Rye, mas para outros ela contém muito para pensar enquanto
se constrói uma língua.
Richard Kennaway tem muitos links para descrições
de conlangs e recursos para criá-las, e é anotado
(algo que poucos linkmeisters perturbam para fazer).
Se você lê francês, veja a página
de revisão de conlangs de Christophe Grandsire: boas descrições
de umas poucas conlangs.
Pablo Flores tem algumas línguas Tolkienescas, mais
o seu próprio guia para criação
de línguas (baseado neste).
Se você está pensando em gerar vocabulário eletronicamente,
confira o que Chris Pound fez.
O mestre desse vício secreto é J.R.R. Tolkien, cuja
coleção de conlangs está muito
bem anotada aqui. Não deixe de ver a Harvard Lampoon parody.
Veja um conjunto de alfabetos construídos (incluindo
o Verduriano), e seja contemplado com um suporte Unicode para eles,
no Registro de Unicode
ConScript..
Grupos de notícias: tente alt.languages.artificial. Há várias listas
de mensagens, como Conlang, Auxlang, Tolklang e k.d. lang;
aqui há instruções
sobre como inscrever-se.
Se você está interessado em construir mundos inteiros,
você pode gostar da
imensa lista de mundos construídos de Juuha Vesanto, ou do guia de criação de mundos
de Geoff Eddy, or da lista
de questões para criadores de mundos de Patricia Wrede. Eu também
recomendo E se a lua não existisse? de Neil Comins--
excelente para criar sistemas solares realistas. (Muito melhor que apenas
adivinhar o que acontece se você fizer o seu planeta com a metade do
tamalho da Terra, ou orbitá-lo em volta de Arcturus).