Untitled Document

Hoje é Domingo, 05 de Setembro de 2010.
26 Elul, 5770.

Os cavaleiros medievais
Retirado do site: http://marged.vilabol.uol.com.br

Cavaleiro era um homem de nascimento nobre que praticava a luta a cavalo. A lealdade e a coragem física eram as principais virtudes de um cavaleiro.

No início, para ser cavaleiro bastava possuir um cavalo e uma espada. Em troca de serviço militar, o cavaleiro recebia seu feudo, onde erguia uma fortaleza bastante primitiva. Pouco a pouco, porém, todo cavaleiro ficou obrigado a defender até a morte seu senhor feudal, sua fé em Deus e a honra de sua dama. Com isso, as condições para alguém chegar a cavaleiro passaram a ser mais rigorosas. O jovem nobre iniciava a aprendizagem aos sete anos, servindo como pajem em casa de um senhor, onde aprendia equitação e o manejo das armas. Aos quatorze anos esses jovens exerciam junto a seu protetor a função de criado doméstico e auxiliar de armas servindo à mesa, acompanhando-o à caça, participando de seus divertimentos, aprendendo as virtudes do homem do mundo. Ocupando-se de seus cavalos, limpando as armas e, mais tarde, seguindo-o nos torneios e nos campos de batalha, adquirindo os conhecimentos do homem de guerra. A partir do dia em que passam a exercer estas últimas funções até o momento da ordenação como cavaleiro, possuem o título de escudeiro. Aqueles que, por falta de sorte ,mérito ou ocasião não conseguem alcançar ordenação, guardarão este título por toda a vida, pois é apenas após a ordenação e a entrega do equipamento que se pode ostentar o título de cavaleiro.

Para ficar forte, tomava parte em corridas, em lutas livres e praticava esgrima. Para se preparar para torneios e combates, aprendia a "correr a quintana": tratava-se de galopar em grande velocidade em direção a um boneco de madeira e cravar-lhe a lança entre os olhos. O boneco estava munido de um pau e montado sobre um parafuso. Quem não o atingia bem com a lança apanhava com o pau nas costas.

Depois do tempo de aprendizagem, se o jovem fosse considerado preparado e digno, estava pronto para ser armado cavaleiro. Regra geral, a cerimônia em que o jovem 'cingia a espada' era celebrada pelo senhor junto de quem o novo cavaleiro tinha passado seus anos de aprendizagem.

Observa-se particularmente uma grande diferença entre as ordenações que ocorreram em tempos de guerra e as realizadas em época de paz. As primeiras sucedem num campo de batalha, antes do combate ou após a vitória; são as mais gloriosas, embora os gestos e as fórmulas estejam reduzidos à sua expressão mais simples: em geral a entrega da espada e a palmada no ombro. As segundas coincidem com a celebração de uma grande festa religiosa (Páscoa, Pentecostes, Ascensão) ou civil (nascimento ou casamento de um príncipe , reconciliação de dois soberanos). São espetáculos quase litúrgicos, tendo por cenário o pátio de um castelo, o pórtico de uma igreja, uma praça pública ou a relva de um prado. Após um banho ritual destinado a purificar-se de todo o pecado, o postulante colocava sua espada e sua armadura novas no altar da capela do castelo. Passava toda a noite de joelhos, em oração. Na manhã seguinte, depois da missa, era vestido com um traje de veludo bordado e entregavam-lhe oficialmente as esporas e a espada, seu cinturão de cavaleiro, a cota de malha, o elmo e por fim a lança e o escudo. Prostando-se aos pés de seu senhor, repetia os votos de cavaleiro - ser bom e generoso para com os amigos, vencer os traidores, renunciar ao mal, proteger a viúva e o órfão, servir seu senhor e cumprir seus deveres religiosos

O senhor dava-lhe então a pescoçada (também chamada palmada) com a mão ou a lâmina da espada no ombro ou no pescoço dizendo: "Em nome de Deus, de São Miguel e de São Jorge, eu te declaro cavaleiro". Então o jovem levantava-se: era cavaleiro e podia ter seu cavalo próprio e suas armas pessoais. O resto do dia era passado em festas e distrações.


Os dez mandamentos do cavaleiro

I- Acreditarás em tudo o que a Igreja ensina e observarás todos os seus mandamentos.

II- Protegerás a Igreja.

III- Defenderás todos os fracos.

IV- Amarás o país onde nasceste.

V- Jamais retrocederás ante o inimigo.

VI- Farás guerra aos infiéis até exterminá-los.

VII- Cumprirás com teus deveres feudais, se estes não forem contrários à lei de Deus.

VIII- Nunca mentirás e serás fiel à palavra empenhada.

IX- Serás liberal e generoso com todos.

X- Serás o defensor do direito e do bem, contra a injustiça e contra o mal.

Vestimentas e armas de um cavaleiro

Fonte: www.talesfromvalhala.cjb.net

-Cota de malha

Túnica metálica feita de pequenos anéis de ferro ou aço enfiada como uma camisa que adere o corpo por um cinturão, desce até os joelhos e e aberta na frente e atrás para facilitar a subida no cavalo.

-O elmo

O elmo tem a função de proteger a cabeça do cavaleiro. Com o passar do tempo foi se modificando até, por, fim proteger totalmente a face e possuir abertura apenas para os olhos e respiração.

 

-O escudo

O escudo tem a forma de uma grande amêndoa que se curva ao longo de seu eixo vertical, e termina numa ponta que possibilita fixá-lo no chão e utilizá-lo como abrigo. As dimensões são de fato consideráveis: cerca de um metro e meio de altura e setenta centímetros de largura, cobre inteiramente o combatente, do queixo ao dedo dos pés, servindo como maca após a batalha. A parte exterior é de couro ou algum tecido nobre, pode ser pintada com figuras que representam o cavaleiro. No caso dos Cruzados, utilizava-se uma cruz pintada em vermelho sobre o branco.

-A espada
A espada é arma do cavaleiro por excelência. É composta pela lâmina, o punho e o botão de punho.

-A lança
A lança é uma arma de estocada. Tem cerca de três metros de comprimento e pesa dois quilos, o que impede que seja arremessada. Pode ser feita de macieira, abeto, ou outra madeira resistente.

Vestimentas e armas de um escudeiro

Fonte: www.talesfromvalhala.cjb.net

-Machado
-Capacete de ferro
-Arco
-Besta
-Espada
-Venábulo
-Jaqueta reforçada