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Muitos
de nós imaginamos que a vida em um castelo medieval era luxuosa,
os nobres cheios de jóias e vestindo os mais belos e finos tecidos.
Mas, ao contrário de tudo isso, a vida em um castelo não
era tão fácil assim.
Trabalho
era o que não faltava. Além do mais, a vida naquela época
não era muito confortável. Não havia aquecedores,
a não ser a lareira nos castelos dos nobres senhores feudais. Os
servos, soldados e outros se viravam com pequenos candeeiros e passavam
muito frio nas frias noites medievais.
O
senhor e sua família tinham mais conforto; usavam grossos cobertores,
colchão de plumas, cobertas de pêlos de animais e tapeçarias
cobrindo as paredes para amenizar a umidade e os ventos, enquanto os residentes
de menos estatus freqüentemente dormiam nas torres com algumas roupas
não muito grossas e tendo apenas o calor humano para se aquecer.
Os empregados pessoais do senhor e da senhora tinham o privilégio
de dormir próximo a seus quartos. Embora dormissem no chão,
usando uma coberta, podiam se aquecer um pouco com o calor da lareira.
Mesmo
durante os meses mais quentes do ano, o castelo era um lugar úmido
e seus residentes passavam a maior parte do dia ao ar livre. Na maior
parte do tempo usavam um tipo de coberta para se envolver e manter-se
aquecido durante o trabalho. Os banhos eram tomados em barris de madeira
transportáveis, então o sol podia aquecer a água
e o banhista. A privacidade era garantida com uma tenda ou cobertura.
O
dia começava com o nascer do sol. Assim que o senhor e a senhora
acordassem, seus empregados já se dirigiam a seus quartos e o varriam,
esvaziavam o urinol e as lavadeiras começavam seu trabalho. Tomavam
o café-da-manhã e logo após, o senhor e sua família
se dirigiam à capela, para a missa da manhã. Após
a missa, o senhor começava seus afazeres. Quando estava presente
no castelo, era ele o administrador chefe. Seu poder era político,
judicial, fiscal e também incluía a defesa de seu território.
Assim como seu rei, ele poderia punir as pessoas, coletar impostos e até
mesmo cunhar suas próprias moedas. Quando suas obrigações
o levava a se ausentar do castelo, o que era freqüente, um outro
administrador cuidava de seus afazeres.
A
senhora do castelo era servida por suas damas de companhia e camareiras.
Ela passava a maior parte do dia supervisionando seus empregados na cozinha
e na costura de roupas. Ela também era responsável pela
educação dos pajens que iam ao castelo, com a idade de sete
anos, para aprender religião, música, dança, caçar,
ler e escrever, antes de iniciarem seus aprendizados na cavalaria.
Os
castelos não ofereciam conforto a seus moradores. Eram frios e
mal-iluminados, com piso de terra, coberto de junco ou palha para diminuir
a umidade. O mobiliário rústico limitava-se geralmente a
uma mesa arrumada sobre cavaletes e a um grande baú, no qual se
guardava quase tudo (roupas, armas e outros objetos). Os animais (cães,
cavalos) andavam livremente pelo castelo. Eram lugares barulhentos e mal-cheirosos.
Os ferreiros faziam seus serviços, os soldados praticavam suas
técnicas, e as crianças brincavam após o término
das lições. Muitos outros trabalhavam nos arredores do castelo
como os sapateiros, os fabricantes de armas, os que faziam barris e machados,
por exemplo.
A
vida nos castelos medievais era realmente muito cansativa, por isso, eles
compensavam nos feriados, quando os senhores e seu empregados aproveitavam
ao máximo para poder relaxar e esquecer um pouco do estresse da
vida cotidiana.
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