Historiadores
montam o quebra cabeça que desvenda a vida de Vicenzo Ranadelli
Nascido
em 14 de fevereiro de 1678 em veneza, na época chamava de Serenissima
República, filho de uma família de padeiros, iniciou seus
estudos de música aos 7 anos de idade por intermédio de
seu padrinho o Duque Ferdinando Carlo (1655 - 1707), último duque
de Mantova. Estudando Violino com Giovanni batista Vivaldi (pai de vivaldi)
onde obteve suas primeiras noções musicais. Em 1686 foi
enviado por seu padrinho para a Calábria onde estudou com Giovanni
Viviani, Mestre de Capela do Principe de Bisignano. Quando Viviani Retornou
a Milão Ranadelli volta para Veneza onde passou ter aulas com
Legrenzi (1626 - 1690). Em 1692 ele parte para Roma e lá conhece
Alessandro Scarlatti (1660 - 1725) e acabam se tornando amigos. Ranadelli
dois anos após ter chegado em Roma casa-se com a Irmã
de Scarlatti, Anna Maria.
Em
Roma Ranadelli foi trabalhar com seu cunhado Scarlatti no conservatório
de Santa Maria de Loretto quando estourou o escândalo do caso
que sua cunhada Melchiora Scarlatti teve com o secretário de
justiça do Vice-Rei conseguindo assim com que Scarlatti assumisse
o posto de Mestre de Capela Real, posto que por direito pertenceria
a Provenzale. Com a repercussão do escândalo Scarlatti
partiu para Nápoles onde só regressaria em esparsas visitas
ao amigo. Ranadelli foi então nomeado chefe de Capela no lugar
de Scarlatti onde exerceu este cargo até sua Morte. Mas a principal
função de Ranadelli não seria somente a de fazer
músicas puramente liturgicas, mas sim a de compor aquelas que
animariam os banquetes que eram dados pelo Clero e foi aí onde
mais Ranadelli se destacou sendo considerado o músico preferido
do Papa e dos Bispos.
Apesar
de ter uma carreira bem sucedida Ranadelli teve sua vida ponteada por
muitas tragédias. A morte de seus pais e irmãos num incêndio
na padaria da família que funcionava no andar de baixo da residência
o deixando sem nenhum parente seguida das mortes consecutivas de todos
os seus filhos ainda na infância devido a surtos de doenças
recorrentes na região e a morte da esposa durante o parto de
seu último filho. Mas a morte de Nicola, doze anos, seu último
filho em 30 de Maio de 1722 representou também o último
suspiro de Ranadelli levando-o a suicidar-se aos 44 anos em total desequilíbio.
O
fato de Ranadelli ter se suicidado fez com que a igreja cortasse completamente
suas relações com qualquer coisa que pudesse associa-la
a ele o que provocou o completo esquecimento da obra musical que agora
é redescoberta e em breve será apresentada ao público.
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