Fórmula de Médiuns para Pintura à Óleo

Seis fórmulas de Médiuns usados pelos grandes mestres do Renascimento e do Barroco.

As fórmulas de médiuns de pintura dos grandes mestres da Renascença há muito tempo perdidas, foram reconstruídas e publicadas por Jacques Maroger em 1948 após uma vida inteira de pesquisas.

Maroger, que foi Diretor Técnico dos Laboratórios do Louvre e presidente da Sociedade dos Restauradores da França, tornou-se cavalheiro da Legião de Honra. Muitos artistas de toda parte do mundo pintaram com médiuns de Maroger e com bastante sucesso e permanência por mais de 50 anos. Infelizmente, alguns artistas privaram-se destes médiuns maravilhosos por causa de uma linha de produtos chamada Maroger e por causa dos depoimentos negativos de Ralph Mayer em seu livro sobre materiais para pintura. Sobre esse assunto, Mayer não fez bem seu dever de casa. Pelo contrário, prestou um desserviço ao meio artístico. Sua confusão entre as equações dos Médiuns de Maroger e os Megilps foi simplesmente um erro. Dos muitos médiuns de Maroger apenas alguns poucos contém óleo de linhaça e Mastique, como os Megilps. Aqui as semelhanças entre ambos terminam.

 

Em seu livro "As fórmulas secretas e técnicas dos velhos mestres" [p.100] Maroger também condena os Megilps. Estas manteigas de pintura do século XIX são totalmente diferentes dos médiuns Maroger porque o óleo e o chumbo não são fervidos nos megilps. As fórmulas obtidas por Maroger através de antigos manuscritos e testes de laboratório pedem que o óleo com o litargírio [Monóxido de chumbo] sejam cozidos até que o óleo se polimerize e semi-escureça. Este "óleo negro" é o ingrediente essencial dos Médiuns flamengos e holandeses de Meroger, mas que não existem nos Megilps.

Durante testes que verifiquei em curso no Museu do Louvre, pude acompanhar experiências realizadas nos laboratórios do museu com os médiuns Maroger e o resultado é que eles são virtualmente indestrutíveis. Quando o médium Maroger é bem feito e bem utilizado, funcionará 100%. Qualquer deterioração da pintura terá sido causada por erros do pintor, por exemplo, pintura magra sobre pintura gorda, envernizamento precoce, diluição com muito solvente, especialmente, terebentina etc. Causando craquelado, amarelecimento e outros danos a pintura. Mas tais danos só são encontrados nas pinturas realizadas no século XIX e XX do que naquelas feitas na Renascença e Barroco. As pinturas de Picasso, por exemplo, começaram a rachar enquanto ele ainda estava vivo. Os danos resultantes do uso de médiuns de baixa qualidade serão percebidos em menos de 10 anos.

Uma vantagem dos médiuns Maroger é que ele permite recapturar a riqueza da cor, o brilho dos tons e a facilidade do uso, além do rápido poder de secagem e permanência que se obtinha na arte do período renascentista.

Nota de Atenção: Não se recomenda fazer esses médiuns sem o devido cuidado. Eles são extremamente tóxicos.

  • Médium com base em chumbo de Antonello da Messina:

- 1 parte de Litargírio [Óxido de chumbo amarelo] ou Branco Chumbo, combinado por cocção com 3/4 de óleo de linhaça ou óleo de nogueira.

  • Médium com base em chumbo de Leonardo da Vinci:

- 1 parte de litargírio ou branco chumbo, combinado por cocção com 3/4 de óleo de linhaça tostada e 3/4 de água.

  • Médium com base em chumbo usado por Giorgione, Tiziano e Tintoretto [Médium Veneziano]

- 1 ou 2 partes de litargírio ou branco chumbo, combinado por cocção com 20 partes de óleo de linhaça tostada ou óleo de nogueira.

  • Médium com base em chumbo usado por Rubens:

- O mesmo médium dos venezianos com adição de resina de mástique, terebentina veneziana e cera de abelha. Uma ou duas partes de litargírio ou branco chumbo, combinado com 20 partes de óleo de linhaça tostada ou óleo de nogueira. Se misturado com verniz de mástique, resulta em um médium gelatinoso, conhecido como Megilp, que foi muito usado no século XVIII e XIX deixando posteriormente a pintura demasiadamente amarelada.

  • Médium de base em chumbo usado na pintura flamenga e holandesa:

- O mesmo da de Rubens, mas sem inclusão da cera de abelha.

  • Médium de Velázquez:

- Uma parte de verdigris [derivado do cobre - este material é substituído por um secante metálico baseado em chumbo], combinado por cocção com 20 partes de óleo de linhaça tostada ou óleo de nogueira.

 


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