Deixar a pintura num estágio que lhe deixe satisfeito é difícil, mas pôr um preço a sua arte pode ser bem mais difícil.
Desvalorize-se e você se sentirá como se sua arte não valesse a pena, assim como também, perder dinheiro em vez de ganhá-lo. Contudo, se cobrar um preço muito alto por sua obra, correrá o risco nunca vender nada. Decidir como avaliar seu trabalho, dependerá de questões como sua personalidade, experiência e o seu nível de desenvolvimento artístico. É dessa forma como eu estabeleço minhas opções:
1. O método mais simples: Preço determinado por tamanhos padrão.
Todas as pinturas com o mesmo tamanho terão o mesmo preço, independente do motivo, de quanto tempo você levou para terminá-lo, ou de quanto você goste do quadro. Sua lista de preços, então, será organizada por tamanhos, com um acréscimo adicional para encomendas.
2. O Método do Administrador: Recupere seus custos
Decida sobre a margem de lucro que você queira tirar em cima de seus custos. Então adicione os custos de tudo o que foi utilizado para a pintura, adicione a percentagem e pronto, eis o preço. Os cálculos de custos podem ser básicos: Materiais + Mão de Obra, ou podem ser mais complexos: Materiais, mão-de-obra, custos do estúdio, iluminação etc. Cada pintura terá um preço diferente baseado no que foi gasto nela.
3. O Método Capitalista: Cobre de acordo com os valores praticados pelo mercado
Faça uma pesquisa de campo visitando galerias e estúdios na sua região e que atendam seu público alvo para ver o quanto é cobrado por quadros similares aos seus. Cobre, a partir de então, preços que se tornem competitivos com estes praticados pelo mercado. Se está vendendo por conta própria, sem que seja através de uma galeria, faça "ofertas especiais" para que as pessoas sintam como se estivessem barganhando. Mas se você também está vendendo através de uma galeria, nunca cobre menos que os preços dela, ou então sua imagem poderá ficar queimada junto a eles.
4. O Método Matemático: Preço calculado pela área.
Você irá decidir um valor pelo centímetro quadrado, então apenas multiplicará a área do quadro por este valor, depois arredondará para um valor mais pertinente. Muita gente vai querer usar uma calculadora para este método, mas se conseguir fazer isso mentalmente, então não ficará preocupado ao ver um cliente que quer comprar na hora a sua pintura, direto do cavalete, ficando entediado esperando você fazer as contas.
5. O Método do Colecionador: Aumente seus preços todo o ano
Algumas pessoas que compram arte, fazem isso por investimento, e elas querem acreditar que a pintura que eles compraram de você irá valorizar. Leia com freqüência o caderno de economia dos jornais para saber qual é a taxa de inflação mais atual, e aumente seus preços anualmente baseado nessa taxa.
6. O Método do Diretor de Criação: Não venda simplesmente uma pintura, venda uma história
Tenha uma boa história para contar com cada pintura, deixando a sugestão já num título bem bolado para criar um ar de que o comprador estará também levando um pouco da criatividade do artista, não apenas um produto. Escreva ou imprima essa história em um pequeno cartão que irá junto com o quadro para a casa do comprador, mas lembre-se sempre de deixar seus contatos nele. Contudo, nunca deixe os preços a mostra, nem escrito no cartão, em geral é deselegante falar sobre dinheiro.
7. Método Intuitivo: Siga seu coração
Não é recomendado como um método que se deva usar sempre, mas a se considerar quando você se depara com uma possível venda de uma obra que em certa medida é bastante diferente do seu estilo usual.
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